- Mais de 20 milhões de Bitcoins já foram minerados.
- O restante será emitido lentamente até aproximadamente 2140.
- A escassez programada reforça a proposta do Bitcoin como ativo único.
Bitcoin atinge marco histórico de 20 milhões de unidades
Mais de 17 anos após o lançamento do Bitcoin, a rede atingiu um marco importante: mais de 20 milhões de BTC já foram minerados. O feito ocorreu no bloco 939.999, segundo dados on-chain, consolidando uma etapa avançada da emissão do ativo.
O bloco pode ser verificado diretamente no explorador público:
https://mempool.space/pt/block/000000000000000000007e95c9885d9eb2d67a3b7027d678376bb487323004ca
Esse número representa mais de 95% de todo o supply que existirá, já que o protocolo limita a emissão total a 21 milhões de unidades.
Emissão desacelera e restante levará décadas
A estrutura de emissão do Bitcoin é propositalmente assimétrica. Enquanto os primeiros 20 milhões de moedas foram minerados em pouco mais de 17 anos, o restante será liberado de forma muito mais lenta.
Isso ocorre devido ao mecanismo de halving, que reduz pela metade a recompensa dos mineradores a cada aproximadamente quatro anos. Em abril de 2024, o último halving reduziu a recompensa de 6,25 BTC para 3,125 BTC por bloco.
Como consequência direta, a emissão diária caiu significativamente, passando para cerca de 450 BTC por dia. Esse ritmo continuará diminuindo ao longo do tempo, tornando a entrada de novas moedas cada vez mais limitada.
O último Bitcoin pode levar mais de 100 anos
Apesar de restar menos de 1 milhão de Bitcoins a serem minerados, esse processo será extremamente prolongado. Estima-se que o último BTC será emitido apenas por volta do ano 2140.
Isso acontece porque cada halving reduz ainda mais a velocidade de emissão. Com o tempo, as frações finais de Bitcoin, chamadas satoshis, serão distribuídas de forma extremamente lenta, estendendo o processo por mais de um século.
Parte do supply já é inacessível
Além da limitação programada, outro fator importante é que nem todo o Bitcoin minerado está disponível. Existem moedas que nunca poderão ser utilizadas, como aquelas associadas ao bloco gênesis e outros outputs tecnicamente não gastáveis.
Além disso, há uma quantidade significativa de Bitcoins perdidos por usuários que não possuem mais acesso às suas chaves privadas. Isso reduz ainda mais a oferta efetiva em circulação, intensificando a escassez real do ativo.
Escassez programada diferencia o Bitcoin
A política monetária do Bitcoin foi definida desde sua criação por seu desenvolvedor pseudônimo, Satoshi Nakamoto. Diferente de sistemas tradicionais, onde a oferta monetária pode ser ajustada por autoridades centrais, o Bitcoin possui regras fixas e previsíveis.
Segundo analistas, essa previsibilidade — combinada com a emissão decrescente — é um dos principais fatores que sustentam o valor do ativo no longo prazo.
Uma ideia que já previa escassez desde o início
Logo nos primeiros dias do Bitcoin, o desenvolvedor Hal Finney já discutia os efeitos de uma moeda com oferta limitada. Em uma mensagem publicada em 2009 no Cryptography Mailing List, ele levantou um cenário hipotético sobre o potencial do Bitcoin caso alcançasse adoção global:
“As estimativas atuais da riqueza total em todo o mundo que encontrei variam de US$ 100 trilhões a US$ 300 trilhões. Com 20 milhões de moedas, isso daria a cada moeda um valor de aproximadamente US$ 10 milhões.”
A fala mostra que, desde o início, já existia a percepção de que uma moeda digital com oferta fixa poderia capturar valor significativo ao longo do tempo.
Fonte original da discussão:
https://www.mail-archive.com/search?f=1&l=cryptography%40metzdowd.com&o=newest&q=subject%3A%22Re%5C%3A+Bitcoin+v0.1+released%22
O marco de 20 milhões de Bitcoins minerados evidencia que a escassez do ativo já não é apenas um conceito futuro, mas uma realidade presente. Com a maior parte do supply já distribuída e a emissão futura cada vez mais lenta, o Bitcoin entra em uma fase em que sua disponibilidade se torna progressivamente mais restrita, reforçando sua posição como um ativo singular dentro do sistema financeiro global.








